segunda-feira, 25 de abril de 2011

Trabalho para Crossmedia (2)

Objectivo: Seguir dez personalidades ligadas à Comunicação através do Twitter (e eventualmente Facebook). Indique no blog.

Fernando Alvim

Nuno Markl

J. Sousa Martins

João Querido Manhã

Luis Avelãs


Daniel Oliveira

Alexandre Pais


Alberta Marques Fernandes

Rui Unas


Paulo Querido

Trabalho para Crossmedia

Objectivos: Escolher 10 órgãos de comunicação ou empresas de comunicação nacionais e/ou internacionais. Indicar os respectivos endereços dos sites.
Fazer uma listagem de quantos disponibilizam versões móveis e para que tipo de dispositivos.



The Times

Aplicação para iPad - http://www.thetimes.co.uk/tto/public/times-ipad/

Jornal As
Aplicações para iphone, ipad, android, kindle e palm pre -
http://www.as.com/movil/

O JOGO
"versão e-paper disponível para computador, tablet e smartphones"
O mesmo existe para outros órgãos da Controlinvest

The Guardian
Aplicações para iphone, ipad e mobile site.

New York Times
Aplicações para iphone, ipad, android e blackberry

El País

Aplicações para iphone, ipad e mobile site

Jornal i
Apenas em versão mobile site

A Bola

Apenas em versão mobile site

Apenas em versão mobile site.

(Com assinatura digital)


Gazzetta dello sport

Versões para tablets e aplicações para iphone e blackberry





quinta-feira, 21 de abril de 2011

A questão é esta: Messi ou Ronaldo?

  • O Messi é mais talentoso que o Ronaldo;
  • O Ronaldo é mais determinado que o Messi;
  • O Messi tem as costas quentes;
  • O Ronaldo leva a equipa às costas;
  • O Messi joga para a equipa;
  • O Ronaldo joga para marcar golos;
  • O Messi é mais humilde que o Ronaldo;
  • O Ronaldo trabalha mais que o Messi;
  • O Messi é considerado o melhor futebolista do Mundo;
  • O Ronaldo é o jogador de futebol mais completo do Globo;
  • O CR7 joga com os dois pés;
  • O Pulga tem um pé que vale por dois;
  • O Messi parece um rato de laboratório mutante;
  • O Ronaldo parece um James Dean do Século XXI;
  • O Messi é melhor futebolista que o Ronaldo;
  • O Ronaldo é dos melhores atletas do Mundo;
  • O Messi sempre jogou no Barcelona;
  • O Ronaldo foi o melhor dos clubes por onde passou;
  • O Messi é patrocinado pela Adidas;
  • O Ronaldo é patrocinado pela Nike;
  • O Messi é modesto;
  • O Ronaldo come as melhores do Mundo;
  • O Messi não é deste planeta;
  • O Ronaldo é português.
A questão é esta: Quem é o melhor jogador do Mundo?
R: Maradona.
Justificação: Ainda está vivo. Ainda joga à bola (com os amigos). Levou a sua selecção e uma equipa modesta aos títulos. O Ronaldo e o Messi como já se viu dependem de momentos. Mas ainda nenhum está aos calcanhares de Deus.

Nova Rubrica

Estreio neste blog a minha primeira rubrica, de nome: a questão é esta.
Vou tentar publica-la uma vez por semana - pelo menos.
Nesta pretendo fazer sempre uma analogia entre duas personalidades ou situações com características aparentemente similares e à primeira vista comparáveis.
Com essa comparação exponho, de forma bem disposta, uma reflexão - nada, pouco ou muito esclarecedora - sobre polémicas do mundo contemporâneo.
No fim, coloco a questão e dou a resposta (ou não).

Não perceberam? Vejam o próximo post...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Apito Final - 06/04/2011 (Peça sobre basebol)



in: http://tv.aac.uc.pt

Renato Sapateiro - Repórter de imagem na peça sobre basebol


Apresentação do TVZine - 25 Março 2011




in: http://tv.aac.uc.pt

VOXPOP Natal



in: http://postsdepescada10.blogspot.com

08/12/2010

Realizado por:


Ana Sofia Rodrigues | Andreia Santos | André Drogas | Renato Sapateiro | Tiago Cerveira

Posts de Pescada_voxpop_praxe_2010



in: http://postsdepescada10.blogspot.com

12/10/2010

Realizado por:


Ana Sofia Rodrigues | Andreia Santos | André Drogas | Renato Sapateiro | Tiago Cerveira

Votos aos “Cavacos”

Aníbal Cavaco Silva foi reeleito Presidente da República. Até aqui nada de novo. Digo isto porque já era mais do que esperado, ou na primeira ou na segunda volta das eleições.
O que há de diferente é a percentagem de abstenção. Segundo dados oficiais estavam inscritas 9 629 630 pessoas para as Presidenciais 2011. Desse universo apenas 46,63% foram às urnas. Ou seja 4 489 904 votaram, enquanto os outros 5 139 726 ficaram no aconchego do lar, protegidos do frio. Mas pudera, esta campanha parece não os ter aquecido.
A edição online do Público, noticiou ontem que os 53,37% de abstenção batem todos os recordes em eleições presidenciais. Ora esta revelação é assustadora, ou pelo menos deveria se-lo para um candidato que propagandeou a ida às urnas. Sim, falo do Professor Aníbal.
Esta reeleição é uma “faca com dois gumes”. Por um lado, Cavaco Silva, venceu como queria, à primeira volta com maioria absoluta. Por outro, acaba derrotado, pois os seus 52,94% dos votos tornam-se insignificantes, quando metade da população portuguesa ignorou o seu apelo.
Agora que vai ficar em Belém por mais cinco aninhos, era conveniente que o Presidente da República, pensasse no que fazer em relação a este sinal alarmante num Estado Democrático.
Eu por cá, exerci o meu direito e cumpri o meu dever cívico. Se bem que ao fim do dia. Às 18 horas pus a minha cruz no boletim. Segundo me disseram, era a 321ª de 1100 adultos da minha geração. Uma reduzida percentagem, um pedaço, um “cavaco” num país onde se vota aos "Cavacos".

in: http://postsdepescada10.blogspot.com

24/01/2011

Renato Sapateiro


Fontes:
http://www.publico.pt
http://www.presidenciais.mj.pt

Oito ou 80 no 24 de Coimbra

Viajar num autocarro urbano em Coimbra, na hora de ponta, tem já por si uma série de sensações muito, vá lá, diferentes. A nível auditivo, é nada agradável. Sinto-me, quase sempre, dentro de uma tostadeira (muito usada). Cheiro mil e uma fragrâncias não comercializáveis. Observo um mar de gente. E desta vez, por mais estranho ainda, reflecti sobre a velhice e a juventude dos que compunham a “lata de sardinhas”.
Quem passeia na “cidade dos doutores” e toma alguma atenção percebe que há uma disparidade enorme nas faixas etárias das pessoas. Por um lado, temos os que cá nasceram e vivem há décadas a alugar quartos aos estudantes de “bengala na mão”. Por outro, os jovens adultos, que vieram de diferentes pontos do Globo para perseguir um sonho numa cidade que lhes vai ser efémera.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE), apresentadas este ano, na pirâmide etária de Portugal, registou-se entre 2000 e 2009, um duplo envelhecimento da população, ou seja, as faixas etárias “jovens” diminuíram, enquanto as “idosas” aumentaram. E numa projecção feita até 2050, este agravamento vai ser continuado. Quanto tempo irá subsistir o Estado-Social? Que consequências iremos sofrer? E os nossos filhos e netos?
É ponto assente. Portugal é um país (cada vez mais) envelhecido. Agora, em Coimbra, pelo menos nas ruas e transportes públicos, tenho a percepção de que é raro cruzar-me com pessoas de idades compreendidas entre os 40 e 60 anos. É óbvio que muitos têm uma vida activa, têm os seus empregos, etc. Mas de facto é um curioso contraste.O estudante de pé e o conimbricense sentado. O Solum e a Baixa.
Os transportes urbanos de Coimbra, estão “minados” de reformados. É neles que melhor se nota o confronto de gerações. Quem vem cá durante o Verão percebe o verdadeiro sentido de esta ser a “cidade dos estudantes”, porque sem os estudantes parece só haver casas, onde os idosos se abrigam. Nós apenas disfarçamos durante dez meses um cenário que vai sendo comum a todo o país.

in: http://postsdepescada10.blogspot.com

19/10/2010
Renato Sapateiro

Jornalistas e Jornalismo (tema de trabalho da disciplina de Cibercultura - ESEC)

São várias as instituições dedicadas à Comunicação e à Investigação, em geral, e ao Jornalismo e ao Jornalistas, em particular. A Obercom e o Sindicato dos Jornalistas portugueses são algumas das instituições que podem ser de enorme utilidade para quem de alguma forma está ligado à profissão de jornalista. Nesse sentido ficam aqui algumas propostas de sites e instituições que nos podem fornecer úteis ferramentas e que devem ser tidas em conta, não só no percurso académico – como fontes de recursos e aprendizagens – mas também no profissional – enquanto meios de elucidação sobre um trabalho que tem valores, direitos e deveres que devem ser respeitados.

Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS)
Uma instituição de ensino superior ligada à “investigação e à formação avançada em matéria de ciências sociais” (ver site). O foco do seu estudo é a realidade das actuais sociedades, em especial, a portuguesa e para todas as outras que de alguma forma têm laços culturais ou históricos com o nosso país.
Entre outras linhas temáticas a instituição centra-se na: formação do mundo contemporâneo; as mudanças sociais e a acção individual no contexto da família, estilos de vida e escolarização do contemporâneo; no estudo da cidadania e das instituições democráticas.
Os seus investigadores, ligados a diferentes áreas - como a História, a Sociologia, a Antropologia Social e Cultural ou a Psicologia Social - tem na sua maioria um elevado grau académico - em 2008 estimava-se um número de 70. Recebe ainda cerca de 100 estudantes pós-graduados.
Com estatuto de “Laboratório Associado” desde 2002, o ICS publica pesquisas em livros e revistas nacionais e internacionais. Os seus métodos de investigação são diversos e vão desde os estudos documentais até aos métodos experimentais.
Clara, é aposta desta instituição de ensino superior na metodologia científica para produzir informação de qualidade que possa ser divulgada e que simultaneamente satisfaça diversos públicos.
Na Internet é possível aceder a sem número recursos e informações.

Site a consultar:


Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas – CENJOR
Tendo como objectivo principal melhorar a qualidade da informação que circula nos meios de comunicação do nosso país, em geral, o CENJOR aposta na formação de profissionais em diferentes áreas da comunicação social: imprensa; rádio; televisão; fotografia; multimédia; desenvolvimento pessoal. São formações destinadas, principalmente, a jornalistas estagiários e profissionais já activos, podendo ser uma forma de complementar e aprofundar os conhecimentos adquiridos a nível académico e/ou profissional. Além disso, o CENJOR ministra seminários e promove outras acções, nomeadamente, através de protocolos com outras instituições é possível maior especialização no jornalismo económico, jornalismo financeiro, jornalismo sobre assuntos europeus, entre outros.
Para ingressar em algum curso de formação contínua do CENJOR é condição, fazer parte ou ser colaborador de algum órgão de comunicação social. Para integrar os ateliês – de rádio, de imprensa, jornalismo Web, etc. – os candidatos têm que ser obrigatoriamente ou finalistas ou recém-licenciados em Comunicação.
A inscrição nos cursos do Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas pode ser feita on-line. O perfil dos candidatos será, posteriormente analisado e pela instituição, que ficará responsável por contactar os admitidos.
Uma excelente oportunidade para quem quer aprender mais sobre, fazer jornalismo.

Site a consultar:


O OberCom - Observatório da Comunicação
A Obercom é uma associação sem fins lucrativos com “uma equipa multidisciplinar e dinâmica com o objectivo de reforçar a posição do OberCom enquanto núcleo de investigação, reconhecido pelos seus associados, parceiros institucionais, academia e grande público” (ver site). Esta foi fundada com o objectivo de facilitar o processo de recolha e tratamento da informação relacionada com os Média e a Comunicação e é “encabeçada” por um nome de vulto da Sociologia da Comunicação: Gustavo Cardoso.
Tendo como princípios fundamentais,” a relação com os seus públicos a relação com os seus associados e o rigor da informação científica produzida”, a Obercom procura também a criatividade e a inovação, para produzir e analisar conhecimentos ao nível da comunicação, do jornalismo, da publicidade e média.
No site é-nos possível aceder facilmente aos mais variados recursos e publicações – a maioria em formato “pdf”- que podem ser de grande utilidade a quem estuda Comunicação.
Entre os associados da Obercom conta-se o Grupo Media Capital, o Grupo Cofina e Zon Multimédia.


Sindicato dos Jornalistas
Este sindicato visa integrar todos os jornalistas que trabalham em qualquer meio de comunicação. É totalmente independente do Estado ou de qualquer outra instituição pública ou privada e “luta intransigentemente pela defesa dos direitos, individuais e colectivos, e pelo escrupuloso cumprimento dos deveres, em particular deontológicos, dos jornalistas, pela defesa intransigente do seu direito de acesso à informação, em nome do direito dos cidadãos a serem informados com rigor e seriedade” – (capítulo I, artigo 1º, ESTATUTOS DO SINDICATO DOS JORNALISTAS).
O Sindicato dos Jornalistas (SJ), considera membros não só os jornalistas em actividade, como também os desempregados, os reformados e os que por motivos de doença ou outros justificáveis (como a docência ou formação profissional nas áreas do jornalismo ou das ciências da comunicação) ficaram com actividade suspensa.
Este sindicato tem como primazia defender os direitos e as condições de trabalho dos seus sócios. Contudo existem deveres a ser cumpridos pelos associados do SJ, como sejam, o cumprimento do “Código Deontológico e o Estatuto de Jornalista”, a denúncia de casos de violação do código de trabalho, o zelar pelos interesses colectivos do associados e o pagamento de quotas.
O jornalista ao integrar este sindicato tem também a vantagem de usufruir de uma série de serviços e apoios disponibilizados a nível da saúde, do lazer, da cultura, da formação e do ensino.

Para saber mais, consulte o site:



ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social
A ERC foi criada com o objectivo fulcral de supervisionar e regular todos os órgãos e instituições que executam actividades ligadas à Comunicação Social. Esta é autónoma a nível administrativo e financeiro e está organizada em diferentes secções - Conselho Regulador, Direcção Executiva, Conselho Consultivo e Conselho Fiscal Único.
A liberdade de imprensa e da informação – definidos na lei. A autonomia face ao poder político-económico. O zelar pela transparência na comunicação social. A protecção do interesse do público. A fiscalização dos conteúdos difundidos nos Media. Todos estes são interesses indispensáveis da ERC, daí que sejam disponibilizados uma série de dados para também nos consciencializar – de alguma forma - acerca do sistema e da situação vivida no mundo da Comunicação Social.

Com facilidade é possível aceder ao site:
in: http://postsdepescada10.blogspot.com

30/11/2010

Renato Sapateiro

Mal humorados?!

A política, a sociedade, o quotidiano e o desporto. Um momento menos feliz ou uma absurda frase de um “senhor fulano tal”. As ideias estereotipadas das mais diversas pessoas e estranhos comportamentos humanos.
Para isto e muito mais, deve valer uma reflexão, ou uma denúncia. Daí que o gozo, a boa disposição, no fundo, o bom humor desempenhe uma importante função para que possamos ver as coisas de um prisma positivo, para que a vida não seja uma depressão, para que além dos problemas e de um Portugal não tão bom – como de todos é desejo – possamos ter esperança num Futuro risonho.
Na primeira década do Século XXI assistimos ao sucesso de humoristas como Bruno Nogueira, Nilton, Eduardo Madeira, Marco Horácio, Miguel Góis, Ricardo de Araújo Pereira e Tiago Dores – estes quatro últimos que formam os “Gato Fedorento”. E foram muitos os programas que chegaram aos ecrãs de nossa casa.
Com o “Levanta-te e Ri”- estreado em Janeiro de 2004 na SIC, o stand-up comedy pareceu instalar-se de vez para entretenimento dos portugueses - pelo menos em dois anos e meio de duração do programa. Em período semelhante – embora num canal por “cabo”- os “gatos” foram ganhando popularidade com os seus sketches das séries: Fonseca, Meireles, Barbosa. Já na RTP e após a série Lopes da Silva – os “Gato Fedorento” estreavam o seu talk-show e passariam a criticar com sarcasmo e humor a actualidade, a par de Herman com o “Herman SIC”. Desde então Portugal pareceu caminhar no sentido do humor inteligente, consciente e moderno.
O projecto humorístico dos últimos tempos que talvez maior qualidade e notoriedade teve para o público luso foi “Os Contemporâneos”, reunindo Bruno Nogueira, Maria Rueff, Nuno Lopes, Carla Vasconcelos, Dinarte Branco, Gonçalo Waddington, Manuel Marques, Eduardo Madeira e Nuno Markl, num luxuoso elenco de actores e guionistas.
Até ao ano passado, tínhamos a oportunidade de ao fim-de-semana à noite ligar a televisão e sintonizá-la ou nos “Gato-Fedorento” ou nos “Contemporâneos”, e passadas as gargalhadas lacrimejantes, pôr a “cabecinha” a pensar sobre reais e importantes - e algumas vezes já cómicos- problemas do país.
Agora, “Gato Fedorento” só em spots publicitários e “ Os Contemporâneos” foi extinto. Aliás, dos “quatro canais”, apenas a RTP conta com programas humorísticos, de certo modo, interventivos – “Lado B”; e “Herman 2010” - pouco vistos.
Há uns dias atrás foi a machadada final. O “Contra-Informação” ao fim de quase 15 anos consecutivos a ser emitido, acabou e com ele a sátira política. Portanto, ficamos limitados, a dois programas de humor, transmitidos num canal do Estado e que se debruçam uma vez por semana a diversos temas – que não só a política – com um tempo de emissão limitado e num horário tardio.
Tendo em conta a conjuntura actual, penso que não falta matéria-prima para sketches, “stand-ups”, gozo e sarcasmo. O que não falta é momentos para os “reis da comédia” serem postos de novo no trono.
Ao saber que a depressão afecta cada vez mais portugueses, que “isto está cada vez mais difícil, que “temos que apertar o cinto”, cresce-me um saudosismo pelo humor perspicaz, pelos “gatos” com piada, pela “geração de ouro” , pelo bom e velho Herman que encantava aos Domingos à noite e, principalmente, por um povo que ainda ria e reflectia em simultâneo, vendo programas “à séria”.
Mas atenção, não estou a dizer que ver reality-shows e os talent-shows é má substituição. Ao menos durante três ou quatro horitas, esquecemo-nos do que se passa à nossa volta e ficamos aliviados, porque o António Oliveira tem um filho, surpresos e fãs de um pastor que já teve uma casa de alterne, tristes porque o casal apaixonado da casa foi separado por votações telefónicas ou indignados, porque “aquele até cantava bem e o júri não percebe nada daquilo e expulsou-o”. Assim, de repente, isto talvez não sejam más ideias para escapar àquela palavra que nos persegue e martiriza – austeridade - ou ao novo número da “Besta”: vinte e três. Mas, e rir até doer a barriga? Parece que falta qualquer coisa. Não se sente um vazio? Sim aí, mesmo aí.

08/11/2010 Renato Sapateiro

Época Balnear é curta demais

Entrevista a Lurdes Pirrolas


“(…)é inadmissível que haja concessionários a explorar as praias todo ano e que a época balnear dure apenas três meses”

As praias de Portugal devem ser muito mais vigiadas e as pessoas têm que ter maior cuidado com o mar. É o que defende, em entrevista, Lurdes Pirrolas, formadora de nadadores-salvadores, que aponta também lacunas existentes no curso.



Sendo formadora do ISN (Instituto de Socorros a Náufragos) e nadadora-salvadora, de que forma tem assistido às mortes por afogamento nas praias portuguesas?

Com indignação. Mesmo com as campanhas de sensibilização, as pessoas ainda não se consciencializaram de que o nosso mar é muito perigoso. Os banhistas devem ter muita precaução ao ir para dentro de água, pois não basta saber nadar, são também necessárias capacidades físicas e, portanto, as pessoas devem ter consciência das suas limitações. Por outro lado, é também inadmissível que haja concessionários a explorar as praias todo ano e que a época balnear dure apenas três meses.

Portanto, concorda que há falta de vigilância nas praias?

Sim. Penso que há muita falta de vigilância, ainda mais, nestes fins-de-semana em que faz bom tempo e há grande afluência às praias. Os estabelecimentos de “beira-mar” deveriam ser obrigados a ter nadadores-salvadores para a vigiar os banhos.

Para si, quais são as principais falhas no sistema de vigilância das praias?

Em primeiro lugar, a questão das concessões (estabelecimentos responsáveis pelas zonas de praia), que contratam nadadores-salvadores apenas para a época balnear. Depois penso, que há uma escassez de meios de salvamento, bem como uma falta de fiscalização dos existentes nas praias. Essa é uma responsabilidade da Autoridade Marítima e do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) que deveria ser realizada do Norte ao Sul do País de uma forma correcta e isenta.

Acha que o Estado deveria ter maior intervenção nesta problemática?

Apesar de já haver alguma influência importante do Estado, penso que sim. Deveria intervir, sobretudo, no sentido de garantir a vigia das praias em todos os fins-de-semana do ano. Pois não é só nos meses de Verão que se vêem surfistas e banhistas no mar.

Na sua opinião, as medidas de resolução devem começar logo pela formação dos nadadores-salvadores?

Sim, deve começar por aí. Eu pessoalmente, tento que os meus alunos sejam formados de uma maneira íntegra, ou seja, que acabem o curso não apenas com um diploma na mão, mas também com a consciência do seu dever cívico e com a responsabilidade que os nadadores-salvadores têm pela salvaguarda das vidas humanas.


E acha que a actual estrutura do curso prepara os futuros nadadores-salvadores física e mentalmente para
a realidade das praias portuguesas?

Não. Existem algumas falhas, nomeadamente, pelo facto de o tempo de formação ser curto, para as matérias que são leccionadas e de os formandos realizarem a sua preparação só na piscina. Os meus alunos podem estar preparados fisicamente para fazer 400 metros numa piscina, cumprindo as exigências do ISN, mas também deveria ser possível avaliar se têm a mesma capacidade para o fazer no mar, ou seja, uma mistura das realidades, os formandos deveriam adquirir resistência na piscina e destreza no mar.

O custo da formação de nadador-salvador aumentou há dois anos para 127€. Acha que de algum modo isso vai diminuir o número de inscritos?

Não, porque quem quer tirar o curso, geralmente, apercebe-se de que a quantia paga é muito pouca quando comparada com as 135 horas de formação a que assistem e com as aulas de natação que têm. Alguém que nade diariamente numa piscina acaba por gastar muito mais do que os 127€.
Além disso, os futuros nadadores-salvadores, tendo o curso válido por três anos, percebem que nesse período poderão ter rendimentos que acabam por compensar os gastos com a formação.

Como formadora do ISN, sente o peso da responsabilidade na consciencialização dos nadadores-salvadores?

Sim, lógico. Eu tento, pelo menos transmitir a realidade que existe, as dificuldades que os nadadores-salvadores enfrentam. Mas esforço-me, acima de tudo, para que eles fiquem alertados para não fazerem deste trabalho um hobbie, mas sim algo que lhes dê prazer, porque quem vai para a praia exercer uma função de tamanha responsabilidade deve não só saber aquilo que faz, como também ter gosto naquilo que faz.

Sendo você mulher e tendo em conta que a maioria dos seus alunos é do sexo masculino, tem sentido algum tipo de dificuldade para impor respeito perante o grupo?

Não, de modo algum. A minha experiência militar em muito contribuiu para isso. Desde nova fui habituada à imposição da disciplina e do rigor, pelo que me é fácil “liderar” este grupo. Além do mais, as pessoas que ensino, são espectaculares e, em particular, respeitadoras.



Lurdes Pirrolas entrou para as Forças Armadas aos 18 anos, em 1993, como electricista de aviões. Frequentou e concluiu com sucesso o curso de pilotagem em Paço de Arcos. Foi colocada na base aérea de Monte Real, onde trabalhou durante cinco anos. Posteriormente, mudou-se para Sintra e sairia de lá em 2002 para frequentar o curso de sargentos até 2004. Nesse ano, seria colocada em Beja. Entretanto, formou-se em Educação Física no CEFA (Centro de Educação Física da Armada) e começou a trabalhar na base da Ota – no Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea – como instrutora de Treino Físico Militar, função que ainda mantém. O curso de monitora de nadadores-salvadores foi concluído em Almada, e surgiu em consequência da sua formação em educação física. E ministrou o seu primeiro curso do Instituto de Socorros a Naúfragos (ISN) em 2007, na Lourinhã, no qual todos os seus formandos obtiveram aprovação nos exames finais para Nadador-Salvador.
No ano passado, esta formadora do ISN esteve responsável pelo seu segundo curso de Nadadores-Salvadores, na vila de Vieira de Leiria.














Fontes: a entrevistada


Autoria: Renato Sapateiro