sábado, 9 de junho de 2012

Hora de remar. Força Portugal!

Em Portugal, é sabido, todos têm uma opinião sobre tudo - até eu por vezes caio em comentários supérfluos e aromatizados de ignorância. Porém, quadruplica-se a sabedoria (estupidez) quando de futebol se trata. 
Bastante curioso, é ver essa sabedoria iluminada pelos que  estudaram verdadeiramente o futebol. Não. Não são os treinadores de bancada. São mesmo aqueles que têm canudo - "professores" - ou os que frequentaram durante décadas a escola da vida e, portanto, se tornaram "catedráticos" - do futebol. O primeiro caso é o de Carlos Queiroz (Queirós? talvez seja um apelido artístico, nunca percebi). O segundo caso é o de Manuel José. 
Estes dois treinadores, além da falta de vergonha, têm outra coisa em comum: falta de jeito para as pessoas. E por isso, é que apenas são bem sucedidos em Arábias e Irões, onde as pessoas são humanas mas, vá lá, sem tantos direitos e privilégios. Portanto, "em terra de cegos quem tem olho é Rei". Agradável era que quando se dirigissem à Pátria fossem "oradores em terra de surdos e invisuais". Que formidável seria, agregar estas duas deficiências, quando estes comentaristas - frustrados - abrissem a matraca...
Bom. Mas hoje é dia de festa. Portugal disputa mais um fase final de um campeonato da Europa. E claro, já vieram os derrotistas e os pessimistas com as piores previsões e a rogar pragas ao novos ricos do futebol. Falo dos pseudo-patriotas, os mesmos que no fim deste primeiro encontro vão buzinar para as ruas em caso de vitória. Esses, que dizem coisas como "eles é que o ganham todo", "tudo em crise e estes armados em estrelas a gozar com o povo", são os mesmos que logo às 19 e 45, vão sintonizar a televisão na Rtp1, contribuir para o aumento de audiências, que por consequência, vai atrair patrocinadores, que por sua vez vão pagar milhões às estações, que por sua vez vão pagar à Federação, que por sua vez, vai pagar aos jogadores portugueses, às unidades hoteleiras e as demais despesas do estágio.
Por último, confesso que há uns dias atrás não acreditava muito numa vitória sobre a Alemanha. Mas, chiça, estamos a falar de portugueses, gente com capacidade de superação - até de transcendência. Venham, alemães, vikings e laranjas. Venham os fortes, os fracos e os ignorantes. Somos Portugal! Se não estamos a favor do vento, então agarremos-nos aos remos. Acredito que amanhã remaremos todos ao mesmo ritmo, para o mesmo lado e rumo a bom porto!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Adeus paixão!


Chegou a hora. Foi bom. Foste aquela intensa paixão que, sem “quês” nem “porquês”, pus um dia, um término. Sem olhar para trás. Sem pensar em nós. Sem um único gesto de ternura.
Voltei na procura dessa envolvência, dessa relação encantada e, por fim, dessa despedida merecida.
Três meses haviam passado. Havia-te trocado por outra. Mas não lhe fiz juras de amor. Não tive momentos. Não lhe tive sentimentos. Foi por extrema necessidade. Tinha que pensar no Meu futuro!
Juro. Estava com ela e só pensava em ti. Trocava o nome dela pelo teu. O da minha mãe pelo teu!
Voltei. Pensava que tudo voltaria a ser igual. Não foi. Já faltava algo.
Descobri que te amava, como poucas coisas na vida. Mas aquela adrenalina, aquela magia, aquele palpitar cardíaco acelerado e aquele ilusório viver de perfeição, tinham passado.
Num palco, uma vez disse “o momento passou, sem garantias de voltar a ter”. Talvez seja isso. Sigo a agora a minha vida, com a certeza de te poder voltar a ver, sem uma única garantia de que te voltarei a ter. 

É agora! Aconteça o que acontecer, independentemente dos amores que tiver, quero dizer-te que foste a minha maior paixão de paixões!


Adeus. Amo-te Coimbra.


domingo, 4 de março de 2012

Hipotética Hipoteca Humoristica - Novo "hit" da Ana Malhoa

Ana Malhoa tem uma nova música e segundo diz no seu site oficial, já está a ter um “reconhecimento internacional”. Chama-se “Colesterol do Amor”. Ou “El colesterol de amor”, um “Electro mambo, gostoso” como diz na letra. Um electro mambo? Sendo a Ana Malhoa, isto soa um bocado estranho.

Eu não percebi bem o teor da música até que “el cata” – um desses rappers latinos que estão na moda de acompanhar cantoras de fisionomia apreciável - esclarece “Es un amor sin descanço, ratata”. E continua o Romantismo no refrão “Me està matando el colesterol de amor por ti. Azucar !” Se o Colesterol já a está a matar, porque é que ainda vai ingerir açúcar?

Não sei se isto é um hit-mundial, mas esta música com certeza que aumenta o risco de doenças cardio-vasculares.




Hipotética Hipoteca Humoristica - Agência Nacional de Emigração

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012