Chegou a hora. Foi bom. Foste aquela intensa paixão que, sem
“quês” nem “porquês”, pus um dia, um término. Sem olhar para trás. Sem pensar
em nós. Sem um único gesto de ternura.
Voltei na procura dessa envolvência, dessa relação encantada
e, por fim, dessa despedida merecida.
Três meses haviam passado. Havia-te trocado por outra. Mas não
lhe fiz juras de amor. Não tive momentos. Não lhe tive sentimentos. Foi por
extrema necessidade. Tinha que pensar no Meu futuro!
Juro. Estava com ela
e só pensava em ti. Trocava o nome dela pelo teu. O da minha mãe pelo teu!
Voltei. Pensava que tudo voltaria a ser igual. Não foi. Já
faltava algo.
Descobri que te amava, como poucas coisas na vida. Mas aquela
adrenalina, aquela magia, aquele palpitar cardíaco acelerado e aquele ilusório
viver de perfeição, tinham passado.
Num palco, uma vez disse “o momento passou, sem garantias de
voltar a ter”. Talvez seja isso. Sigo a agora a minha vida, com a certeza de te
poder voltar a ver, sem uma única garantia de que te voltarei a ter.
É agora! Aconteça o que acontecer, independentemente dos amores que tiver,
quero dizer-te que foste a minha maior paixão de paixões!
Adeus. Amo-te Coimbra.
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